Eletromicrografia de varredura mostrando bacilos de Clostridium botulinum (coloração da imagem por computador).
Há algum tempo o Fantástico noticiou um frenesi sobre o consumo de mel por crianças menores de um ano. Já tinha me deparado com o assunto quando um casal amigo meu voltou dos EUA com a mesma preocupação. Alguns alunos vieram me consultar e discutir a questão (e olha que não eram do curso de engenharia de Alimentos!). Fui procurar as pesquisas citadas sobre o tema e encontrei uma boa referência que disponibilizo abaixo. Está disponível na íntegra no SCIELO.
RAGAZANI, Adriana Valim Ferreira et al . Esporos de Clostridium botulinum em mel comercializado no Estado de São Paulo e em outros Estados brasileiros. Cienc. Rural , Santa Maria, v. 38, n. 2, 2008 . Disponível em:
A pesquisa apresenta 7% de contaminação em 100 amostra. Perguntas para aquecer o debate seriam:
a) o número amostral é significativo para um levantamento estadual?
b) conhecer a procedência reduz a possibilidade de infecção?
c) quais as medidas profiláticas alternativas para o produtor?
d) estas medidas estão contempladas nas APPCC (Análise de Pontos Críticos na Produção de Alimentos)?
Tenho uma grande amizade com a família do Engenheiro Agrônomo Sr. Paulo Gustavo Sommer da Apisommer conhecido internacionalmente pela tradição e qualidade de seus produtos. Além de produtor, Sr. Sommer é um pesquisador entusiasta. Tenho a certeza de que uma conversa com ele expandiria o assunto. Interessados arregassem as mangas e conversem comigo.
Algum interessado em levar este assunto adiante em uma iniciação científica?
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